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Geral - Perdidos no Espaço


"Amigos americanos, amigos de todo o mundo, o sucesso desta missão vai depender de um explosivo aumento de população do planeta, que acabará levando a um desastre aonde ninguém escapará, ou a uma nova aurora de fartura para toda a humanidade. Ninguém pode prever o resultado dessa audaciosa jornada às próprias estrelas. Àqueles que vão arriscar suas vidas por esta atrevida expansão dos horizontes dos homens eu, humildemente, digo: Vão em paz. Que as preces da humanidade estejam com vocês."

Assim um hipotético presidente do EUA fará (ou fez) sua última saudação a um grupo de astronautas que decolará (ou decolou) da Terra, em 16/10/1997, em busca do oásis que salvará nosso planeta do colapso total, pela falta de alimentos, motivada pelo aumento populacional abusivo e incontrolado. Esse é o enredo inicial de Perdidos no Espaço. A data de fato ainda não chegou e é improvável que até lá cheguemos aos números assustadores de pessoas no mundo que nos impulsionem às galáxias numa aventura desesperada e se fosse um fato, mesmo com os grandes avanços da tecnologia nosso final não seria tão feliz, pois o máximo que conseguimos hoje é observar o Cosmos por lentes e manter vôos orbitais. Mérito de Allen que pôde ter uma visão extremamente futurista. É certo que também extremamente otimista, pois com sua ficção já punha o homem em outros sistemas solares, pisando e respirando normalmente, aos cinco anos luz de viagem, tempo na nave, 98 anos tempo da Terra para atingir Alpha Centauri. Resta-nos apenas nos contentarmos com o passeio de Armstrong na nossa Lua.

A viagem teve início, mas seu curso alterado pelo peso extra do sabotador de uma potência inimiga, Zachary Smith, potência cujo nome nunca ficou explícito. Smith ficara preso no Júpiter 2, após alterar a programação do Robot para que destruísse a nave 8 horas após a decolagem. O clandestino usava o código "Aeolis 14 Umbra" para entrar em contato com seus pares de maneira que o ajudassem a sair da espaçonave antes que ela explodisse. Nunca obteve sucesso. O roteiro previa que Smith deveria morrer antes do sexto capítulo, contudo a forte intensidade dramática que o ator Jonathan Harris impôs ao personagem lhe deu vida eterna na série. Registre-se logo aqui a lamentação que todo amante de LIS quanto à mudança da linha dramática séria para a comédia no decorrer dos capítulos, para atender interesses puramente comerciais de forma que Perdidos no Espaço pudesse concorrer em pé de igualdade com a série Batman. Essas modificações enalteceram a capacidade de interpretação do ator "russo", mas afetou em muito a credibilidade do seriado em muitos capítulos, pela banalidade dos enredos, que chegavam ao Ridículo, já naquela época.

O texto acima é de autoria do amigo Fernando Ramos (fbranco@mcanet.com.br) que gentilmente autorizou sua colocação nesta HP.

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